Manutenção Autônoma: saiba como realizar de forma assertiva

20/08/2021
Acoplamentos
Lourenço Daudt

A busca pela eficácia dos processos é um dos principais focos para uma empresa. No entanto, para se atingir esse objetivo, é importante se adequar ao mercado competitivo por meio da manutenção autônoma, por exemplo.

Você já parou para pensar o que é a manutenção autônoma e como ela pode ser importante para o seu negócio? Ela tem um grande potencial quando se trata de melhorar o processo produtivo de uma empresa.

Dessa forma, é importante que você saiba tudo sobre a manutenção autônoma: quais os principais objetivos, quais são as etapas para a sua implantação, quais são as suas vantagens e como ela pode oferecer mais liberdade para os operadores, por exemplo. Boa leitura!

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O que é Manutenção Autônoma?

A manutenção autônoma trata-se da capacitação da mão-de-obra operária para o emprego de simples técnicas de manutenção.

Sendo assim, ela oferece um cuidado pelas máquinas que irá detectar eventuais problemas futuros. Esse cuidado envolve, por exemplo, tanto a limpeza e lubrificação de equipamentos até ajustes e regulagens de máquinas mais específicas.

Quais os principais objetivos da Manutenção Autônoma?

Os principais objetivos da manutenção autônoma são:

  • Eliminar fontes de falhas por meio da geração de iniciativas no funcionário;
  • Oferecer maior liberdade ao funcionário para auto gerenciar essa produção;
  • Desenvolver zelo pelo equipamento graças ao sentimento de propriedade;
  • Identificar e solucionar falhas em estágio inicial, oferecendo uma manutenção preventiva,
  • Eliminar paradas de produção por pequenas falhas;
  • Alavancar a performance do time de operação trabalhando em conjunto com a manutenção.

Passos para implantação da Manutenção Autônoma

Você sabe quais são os passos a serem seguidos para implantação da manutenção autônoma? As etapas são:

  1. Limpeza Inicial;
  2. Eliminar as fontes de sujeira e locais de difícil acesso;
  3. Padrões de Limpeza e Inspeção;
  4. Inspeção Geral;
  5. Inspeção Autônoma;
  6. Organização e Ordem;
  7. Consolidação da Manutenção Autônoma;

A seguir, iremos falar um pouco mais sobre cada uma delas.

1 – Limpeza Inicial

Em primeiro lugar, como o nome sugere, temos a limpeza inicial. Nessa etapa, é feita a primeira limpeza e ordenação em todos os equipamentos e objetos em questão.

Com isso, é possível conhecer melhor a máquina e, ainda, garantir maior zelo do operador pela máquina.

Dessa forma, bancadas de trabalho, máquinas, janelas de inspeção, por exemplo, devem ser todos limpos.

Um ambiente previamente limpo e organizado favorece a preparação da equipe para uma nova forma de trabalho que será implementada.

2 – Eliminar as fontes de sujeira e locais de difícil acesso

O segundo passo para a implantação da manutenção autônoma é eliminar todas as fontes de sujeira e, ainda, os locais de difícil acesso, os quais requerem um trabalho maior.

Nessa etapa, faz-se a limpeza de todos os itens que não estão à vista. Nela, também, busca-se eliminar, por exemplo, vazamentos de óleo, água, produtos de produção e tudo aquilo que possa provocar sujeira no ambiente de modo indireto.

No caso de fontes de sujeiras que não podem ser eliminadas de modo imediato, é importante documentar para que se desenvolva um plano de ação em que sua limpeza aconteça o mais rápido possível.

3 – Padrões de Limpeza e Inspeção

A padronização também se trata de uma etapa muito importante, bem como a inspeção. Os padrões são essenciais pois servem para definir itens importantes como, por exemplo:

  • Quais serão as atividades que os operadores irão realizar;
  • Quando devem ser realizadas;
  • Como devem ser feitas
    Por quem devem ser realizadas.

Todas essas informações devem ser bem detalhadas para que não fiquem lacunas que possam trazer eventuais problemas.

4 – Inspeção Geral

A inspeção geral trata-se da etapa de capacitação do operador. Nela, em primeiro lugar, é feito um treinamento teórico. Somente após isso acontece um treinamento prático no chão de fábrica. Por fim, ocorre uma avaliação do conhecimento adquirido, como um teste.

Quando o processo é aprovado, então, o operador recebe a autonomia para realizar inspeções sem o auxílio da manutenção.

Dessa forma, através desse conhecimento, torna-se possível melhorar a forma como a manutenção é aplicada e avaliar qual foi o seu nível de desempenho em relação à prestação desse serviço.

5 – Inspeção Autônoma

Na inspeção autônoma acontece a revisão altamente detalhada dos processos entre a máquina e o operador dela. É a partir dela, também, que são realizados os procedimentos definitivos dos equipamentos.

6 – Organização e Ordem

Nesse momento, dá-se continuidade à etapa de inspeção autônoma, mas o que é revisto são os equipamentos do entorno, como, por exemplo, iluminação e layout. Nessa etapa também se reforça a padronização de processos percebidos e levantados pelos operários.

7 – Consolidação da Manutenção Autônoma

Como o próprio nome sugere, é a fase de consolidação da manutenção autônoma, objetivo pelo qual se está fazendo essa implantação. Nesse momento, portanto, o operário já pode realizar a autogestão do equipamento.

Quais as vantagens da Manutenção Autônoma?

Entre as vantagens da manutenção autônoma podemos citar, por exemplo:

  • Maior preservação dos equipamentos;
  • Mudança cultural positiva para empresa;
  • Mais velocidade e praticidade na resolução de possíveis defeitos ou falhas;
  • Maior segurança operacional durante todo o processo;
  • Redução das perdas de velocidade.

Como a Manutenção Autônoma dá mais liberdade aos Operadores?

A manutenção autônoma oferece mais liberdade para os operadores, pois dá a oportunidade deles terem mais autonomia dos equipamentos.

Isso se torna possível através das etapas de implantação, ao oferecer maior segurança operacional e maior cultura de zelo e preocupação pelas máquinas. Como consequência, a manutenção autônoma também oferece maior produtividade industrial.

Quais ações são esperadas de um operador executando manutenção autônoma?

A manutenção autônoma permite que os operadores tenham capacidade de entender as funções e os componentes das máquinas e detectar as causas das anormalidades.

Além disso, graças à capacidade de identificação de problemas, os operadores se tornam mais capazes de contribuir com soluções para reduzir problemas.

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Conclusão

Nesse artigo você pode entender toda a diferença que o processo de implementação da manutenção autônoma pode trazer para os seus funcionários e, por sua vez, para sua empresa. Agora você já sabe como realizá-la de forma assertiva!

Sobre o autor:
Lourenço Daudt
Lourenço Daudt trabalha na engenharia de aplicação da Antares Acoplamentos. Há anos trabalha visitando fábricas e acompanhando de perto as dificuldades dos operadores no dia-a-dia.