Por que vale a pena utilizar acoplamento AT em transportadores de correia - Antares Acoplamentos

Por que vale a pena utilizar acoplamento AT em transportadores de correia

04/07/2024
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Alguns sistemas industriais exigem um desempenho mais rigoroso e, nesse aspecto, a seleção dos componentes corretos é essencial, garantindo a eficiência, durabilidade e segurança dos equipamentos. No caso dos transportadores de correia, um dos elementos críticos é o acoplamento entre o motor e o redutor. O acoplamento AT destaca-se como uma escolha técnica superior, oferecendo múltiplos benefícios que serão detalhados a seguir.

Mas existem diversas alternativas de acoplamento que podem ser utilizadas nessa aplicação, cada uma com características específicas ara diferentes situações e requisitos operacionais. Acompanhe:

 

Acoplamentos de Engrenagem

Os acoplamentos de engrenagem são robustos e capazes de transmitir altos torques. Consistem em duas metades com dentes que se engrenam, permitindo um certo grau de desalinhamento. Esses acoplamentos são ideais para aplicações onde são esperadas cargas pesadas e onde a precisão no alinhamento não é crítica.

Acoplamentos Flexíveis 

Os acoplamentos flexíveis são projetados para lidar com desalinhamentos, absorver choques e tem alta capacidade alta de redução de vibrações. O AT possui cubos e flanges em aço e o elemento flexível em borracha. Esse modelo é usado em uma ampla gama de aplicações devido à sua versatilidade. Além disso, dispensam lubrificação.

Acoplamentos Elásticos

Os acoplamentos elásticos, como o H/HR e o SW, utilizam elementos elásticos (HTrans ou poliuretano) para absorver desalinhamentos e choques. Esses acoplamentos são excelentes devido à sua capacidade de amortecer vibrações e oferecer um desempenho silencioso. A linha de acoplamentos H/HR trabalha, primordialmente, em acionamentos com alto torque. na faixa de torque atendida pelo acoplamento, que são de 12.000 Nm até 1.340.000 Nm e eixos de até 600 mm de diâmetro. 

Acoplamentos de Discos

Os acoplamentos de discos utilizam conjuntos de discos finos de metal que podem flexionar para acomodar desalinhamentos. Eles são adequados para aplicações de alta precisão e onde é necessária uma transmissão de torque sem folga.

Acoplamentos de Corrente

Os acoplamentos de corrente utilizam uma corrente envolta em duas rodas dentadas, permitindo flexibilidade e capacidade de lidar com desalinhamentos. São ideais para aplicações de baixa velocidade e altas cargas.

Acoplamentos de Grade

Os acoplamentos de grade possuem uma grade de metal que se encaixa entre duas metades dentadas. Essa grade permite a absorção de choques e vibrações, tornando-os adequados para aplicações onde essas condições são frequentes. Eles são eficazes na proteção contra picos de torque.

Acoplamentos de Garras (Jaw Couplings)

Os acoplamentos de garras possuem duas metades com dentes que se encaixam em um elemento elástico intermediário. Eles são capazes de absorver choques e desalinhamentos moderados, sendo uma escolha comum para motores elétricos de pequeno e médio porte.

Acoplamentos de Fluido

Os acoplamentos de fluido utilizam um fluido hidráulico para transmitir torque entre duas metades. Eles são excelentes para aplicações que requerem controle de velocidade suave e proteção contra sobrecarga.

Acoplamentos Magnéticos

Os acoplamentos magnéticos utilizam a força magnética para transmitir torque entre duas metades sem contato físico. Eles são ideais para ambientes onde a vedação hermética é necessária, como em aplicações submersas ou com fluidos corrosivos.

 

Comparação e Escolha do Acoplamento

 

Montagem e Instalação do Acoplamento Flexível 0titulo

A escolha do acoplamento adequado para transportadores de correia depende de vários fatores, incluindo:

  • Capacidade de Torque: Deve ser compatível com as exigências de torque da aplicação.

  • Redução de Vibrações e Choques: Importante para proteger componentes sensíveis e prolongar a vida útil do sistema.
  • Amortecimento de Vibrações: Os elementos elásticos do acoplamento AT possuem uma capacidade de amortecimento que reduz significativamente as vibrações transmitidas entre o motor e o redutor. Isso é fundamental para prevenir danos por fadiga nos componentes do sistema e para melhorar a vida útil do equipamento.
  • Absorção de Choques: Em aplicações onde ocorrem variações de carga súbitas, como no arranque e parada de transportadores de correia, o acoplamento AT protege os componentes ao absorver e dissipar os choques mecânicos, evitando danos catastróficos.
  • Capacidade de Absorção de Desalinhamentos: Varia conforme o tipo de acoplamento e a tolerância de desalinhamento da aplicação. Os transportadores de correia frequentemente enfrentam desalinhamentos devido a vibrações, desgaste mecânico e  variações térmicas. O acoplamento AT é projetado para absorver desalinhamentos axiais, radiais e angulares.
  • Desalinhamento Axial: O acoplamento AT pode acomodar desalinhamentos axiais de até 2-3 mm. Isso é crucial para evitar forças axiais indesejadas que podem danificar rolamentos e outros componentes do sistema.
  • Desalinhamento Radial: Com uma capacidade de absorção de desalinhamentos radiais de até 0,5-1 mm, o acoplamento AT garante que pequenas    variações na posição relativa dos eixos não resultem em falhas operacionais.
  • Desalinhamento Angular: O acoplamento flexível Antares AT pode compensar desalinhamentos angulares de até 1-2 graus, assegurando uma transmissão de potência suave e constante.
  • Facilidade de Manutenção: Alguns acoplamentos são mais fáceis de manter e substituir do que outros. O design modular do acoplamento AT permite uma manutenção simplificada e eficiente.
  •  Substituição de Elementos: A substituição dos elementos elásticos, tanto dos acoplamentos elásticos H/HR, SW como nos acoplamentos flexíveis AT, pode ser realizada sem a necessidade de desmontar todo o acoplamento. Isso reduz significativamente o tempo de inatividade e os custos de manutenção.
  •  Inspeção Visual: O design acoplamentos AT  permitem que permite inspeção visual dos elementos elásticos, facilitando a detecção precoce de desgaste ou danos.
  • Durabilidade e Resistência: Os materiais utilizados na fabricação dos acoplamentos AT são selecionados para oferecer alta resistência ao desgaste e à corrosão.
  • Materiais de Alta Performance: Os elementos elásticos do H/HR e SW, em Htrans ou poliuretano oferecem excelente resistência à abrasão, óleos e produtos químicos, enquanto os componentes metálicos, geralmente em aço ou ferro fundido, proporcionam resistência mecânica elevada.
  • Projeto Robusto:  O acoplamento AT é projetado para operar em ambientes agressivos e sob cargas pesadas, garantindo uma longa vida útil e um desempenho confiável.
  • Versatilidade de Aplicações: Os acoplamentos AT são adaptáveis a uma ampla gama de configurações e requisitos de torque.
  • Capacidade de Torque: Com capacidades de torque variando de algumas dezenas a milhares de Nm, os acoplamentos AT podem ser utilizados em pequenas e grandes instalações industriais.
  • Configurações Personalizáveis: Os acoplamentos AT podem ser personalizados para atender às necessidades específicas de cada aplicação, incluindo variações de tamanho, material e tipo de elemento elástico.
  • Eficiência Operacional: A eficiência na transmissão de potência é fundamental para sistemas de transporte de correia.
  • Minimizando Perdas: O design do acoplamento AT minimiza perdas por atrito e desalinhamento, garantindo que a maior parte da energia do motor seja transferida diretamente para o redutor.
  • Melhoria da Produtividade: Com uma operação mais suave e confiável, os transportadores de correia equipados com acoplamentos AT apresentam menor necessidade de paradas para manutenção, aumentando a produtividade e reduzindo custos operacionais.

 

Como funciona um Transportador de Correia?

Os transportadores de correia são equipamentos essenciais em muitas indústrias, utilizados para mover materiais de um ponto a outro de maneira eficiente. Seu funcionamento é baseado em princípios simples de mecânica e engenharia, mas a implementação pode ser bastante sofisticada, dependendo das necessidades específicas da aplicação.

Estrutura Básica

Um transportador de correia típico é composto pelos seguintes componentes principais:

Correia Transportadora: A correia é o elemento principal que move os materiais. Pode ser feita de borracha, PVC, tecido ou metal, dependendo da aplicação e do tipo de material a ser transportado.

Estrutura de Suporte: É a estrutura metálica que sustenta a correia e os componentes do transportador. Geralmente, é feita de aço ou alumínio.

Rolos de Suporte (Roletes): São cilindros que suportam a correia e ajudam a mantê-la em movimento. Existem roletes de carga, que sustentam a correia carregada, e roletes de retorno, que suportam a correia vazia no retorno.

Unidade de Acionamento: Consiste em um motor elétrico, redutor e acoplamentos que fornecem a força necessária para mover a correia.

Tambor de Acionamento e Tambor de Retorno: Os tambores são polias grandes em torno das quais a correia é esticada. O tambor de acionamento é conectado ao motor e move a correia, enquanto o tambor de retorno mantém a tensão da correia no lado oposto.

Esticadores: Sistemas que mantêm a correia tensionada corretamente, evitando deslizes e garantindo um movimento suave.

Princípio de Funcionamento

O funcionamento de um transportador de correia pode ser dividido em várias etapas:

Carregamento: Os materiais são depositados na correia em um ponto de carregamento. Isso pode ser feito manualmente ou por meio de alimentadores automáticos.

Movimento da Correia: O motor elétrico aciona o tambor de acionamento, que, por sua vez, move a correia. O redutor ajusta a velocidade e o torque do motor para atender às necessidades específicas da operação.

Transporte dos Materiais: À medida que a correia se move, ela transporta os materiais de um ponto a outro. Os roletes de suporte garantem que a correia permaneça nivelada e carregada de maneira uniforme.

Descarregamento: No ponto de descarregamento, os materiais são removidos da correia. Isso pode ser feito por gravidade, usando calhas ou sistemas de descarga automatizados.

Retorno da Correia: Após o descarregamento, a correia retorna ao ponto de carregamento, passando sobre os roletes de retorno e o tambor de retorno. Durante esse percurso, a correia pode ser limpa por raspadores para remover resíduos e garantir uma operação limpa e eficiente.

Controle e Automação

Os transportadores de correia modernos frequentemente incorporam sistemas de controle e automação para otimizar a operação. Isso pode incluir sensores para monitorar a velocidade da correia, a carga transportada e a posição dos materiais, além de sistemas de controle de velocidade variável (VSDs) para ajustar a velocidade da correia conforme necessário.

Manutenção e Segurança

Manter um transportador de correia em bom estado de funcionamento é crucial para evitar paradas não planejadas e garantir a segurança dos trabalhadores. As práticas de manutenção incluem inspeções regulares dos componentes, ajustes de tensão da correia, lubrificação dos rolamentos e substituição de partes desgastadas.

A segurança é outra consideração importante. Sistemas de desligamento de emergência, proteções de segurança e procedimentos operacionais padrão (SOPs) são implementados para proteger os trabalhadores e prevenir acidentes.

 

 

Sobre o autor:
Suzana
Facilito relacionamentos através das ações e ferramentas construídas a partir do marketing estratégico e digital.