SAIBA AS DIFERENÇAS ENTRE ACOPLAMENTOS LIGADOS A REDUTORES: ALTA E BAIXA ROTAÇÃO

Os redutores diminuem a velocidade rotacional do sistema e consequentemente aumentam o torque. A gama de modelos e configurações existente de redutores é bem variada e abrangente. Como fazem parte do acionamento do sistemas, estão diretamente ligados à utilização de acoplamentos na função de transmissão de torque. Existe, porém, diferenças entre os acoplamentos ligados a redutores.
Os acoplamentos de alta rotação são aqueles diretamente conectados ao eixo do acionamento. Eles podem estar ligados a equipamentos como motores elétricos, motores a combustão, turbinas e geradores. Já os acoplamentos de baixa rotação são utilizados entre o sistema de redução (redutores, jogo de polias/correia) e o eixo da aplicação. Os motoredutores, por exemplo, possuem apenas acoplamentos de baixa rotação.

O que determina a designação alta ou baixa rotação é a posição em que o acoplamento está instalado. Isso independe da rotação que o acoplamento venha a transmitir. Já a definição do uso ou não de redutores ocorre na fase de projeto e potenciamento da aplicação. A partir desta informação, o cliente final realiza a seleção do acoplamento ou solicita ao fabricante que faça o dimensionamento do mesmo.

Riscos de escolher o acoplamento inadequado

Na alta rotação, os efeitos do desalinhamento são mais sentidos e visíveis. Por rotacionarem uma quantidade de vezes maior por minuto, os acoplamentos desse tipo são continuamente solicitados a centrarem os eixos. Aplicações de alta rotação necessitam de um alinhamento mais preciso, desta forma, os acoplamentos tendem a ser mais flexíveis para compensar possíveis desalinhamentos.

Já na baixa rotação normalmente são utilizados acoplamentos de grande porte, capazes de transmitir torques elevados. Por estarem mais próximos à aplicação, devem ser suficientemente flexíveis para absorver pancadas e choques provenientes do sistema e evitar com que estes efeitos sejam retransmitidos para o acionamento (motor e redutor).

Soluções oferecidas pela Antares

A Antares oferece opções para ambas as posições: alta velocidade e baixa velocidade. Na alta rotação, os acoplamentos normalmente utilizados são das linhas AT, RSK (lâminas) ou SW. No caso da linha elástica SW, a Antares possui dois tipos de elastômeros: um em PU (poliuretano), indicado para altas rotações (acima de 500 rpm) e considerado um elastômero mais flexível, que acomoda melhor os desalinhamentos; e outro em Hytrel, indicado para rotações inferiores a 500 rpm, considerado mais rígido e resistente ao desgaste devido à transmissão de torque.

Na baixa rotação, os acoplamentos normalmente utilizados são das linhas AT SEPTEM, HR e AGD (engrenagens). Entre outros benefícios, os modelos AT amortecem as vibrações e os choques, o que é muito importante nesse caso. Já o diferencial da linha HR é que os modelos permitem deslocamento radial das máquinas e proporcionam extrema segurança, além da facilidade de inspeção visual e elastômeros planos que aumentam a área de contato e consequentemente a vida útil dos elastômeros.

A Antares se dispõe a realizar ou participar do processo de seleção dos acoplamentos. Juntamente com o solicitante, nossa equipe técnica define a melhor solução para cada caso. Clique aqui (link para o fale conosco) e nos conte a sua dúvida.

O que são acoplamentos de alta e acoplamentos de baixa?

Grande parte das máquinas rotativas giram com velocidade menor do que a do motor. Para que isso aconteça, é necessário algum dispositivo de redução, um conjunto polia-correia ou um redutor, por exemplo. O acoplamento de alta é aquele que gira em velocidade mais alta, porque é utilizado entre o eixo do motor e o do dispositivo de redução. Ele também é chamado de acoplamento de entrada, pois está na “entrada” do redutor. O acoplamento de baixa é aquele que gira em velocidade mais baixa, porque é utilizado entre o eixo do dispositivo de redução e o da máquina. Ele também é chamado de acoplamento de saída, pois está na “saída” do redutor.

Qual acoplamento de alta e baixa devo escolher?

O efeito deletério dos desalinhamentos residuais aumenta com a rotação. Assim, nos acoplamentos de alta é preferível usar aqueles que acomodam maiores desalinhamentos. A escolha mais usual recai sobre os acoplamentos altamente elásticos como os do tipo pneu. Porém, acoplamentos de grade elástica e garras também podem ser utilizados, ainda que não tenham a mesma capacidade de acomodar desalinhamentos. No caso dos acoplamentos de garra, em altas rotações é preferível a utilização de elastômeros mais flexíveis e resistentes ao atrito (que ocorre entre as garras).

Já nos acoplamentos de baixa velocidade, onde o torque é bem maior, a escolha mais usual são acoplamentos com maior capacidade de torque em relação ao seu tamanho. Usualmente escolhe-se acoplamentos de garras ou de engrenagens. Contudo, a Antares desenvolveu a linha SEPTEM, que são acoplamentos tipo pneu projetados para aplicações onde é necessário aliar grande capacidade de acomodar desalinhamentos com alto torque.

Qual o cuidado ao selecionar o acoplamento de baixa ou alta?

O principal é ter em mente a seleção de acordo com a rotação em que o acoplamento trabalha. No de alta é a rotação do motor, mas no de baixa a rotação é a do eixo de saída do redutor.

Por que os acoplamentos de alta são menores do que os de baixa?

Um detalhe importante é que sempre os acoplamentos (assim como os eixos) de alta serão menores do que os de baixa. Isso se deve ao fato de que o torque é inversamente proporcional a velocidade. Ou seja, para uma mesma potência, quanto menor a rotação, maior será o torque. Ainda que potência, rotação e diâmetro de eixo sejam dados de entrada para a seleção do acoplamento, é o torque que define o tamanho mínimo do acoplamento.

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