Acoplamentos para agronegócio: como escolher o modelo ideal - Antares Acoplamentos

Acoplamentos para agronegócio: como escolher o modelo ideal

O agronegócio opera em ciclos que impõem desafios muito diferentes aos equipamentos industriais. Durante a safra, colhedoras, transportadores, secadores, moinhos e sistemas de movimentação trabalham continuamente, muitas vezes sob cargas elevadas e com poucas oportunidades para manutenção. Já na entressafra, parte dessas máquinas permanece parada por longos períodos, passando por inspeções ou aguardando o retorno das operações.

Essa alternância faz com que a escolha dos acoplamentos para agronegócio exija uma análise muito mais ampla do que apenas potência ou diâmetro dos eixos. O componente precisa suportar partidas sob carga, oscilações de torque, desalinhamentos, vibrações, exposição à poeira, umidade e outras condições típicas do ambiente agrícola, mantendo a confiabilidade do sistema ao longo de todo o ciclo produtivo.

A seleção do modelo correto depende das características do equipamento, do regime de operação e das condições reais da aplicação.

Neste artigo, você verá quais critérios considerar na escolha de acoplamentos para diferentes equipamentos do agronegócio e como o dimensionamento correto influencia a confiabilidade da operação. Também apresentamos um case da Antares em uma empresa do setor de fertilizantes.

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO PRECISAM ATENDER A DIFERENTES REGIMES DE OPERAÇÃO

Ao contrário de outros segmentos industriais, o agronegócio não apresenta um regime operacional uniforme ao longo do ano. Enquanto alguns equipamentos permanecem em funcionamento praticamente ininterrupto durante a safra, outros alternam entre longos períodos de operação intensa e meses de inatividade.

As mudanças no regime de operação afetam diretamente o desempenho e a vida útil dos acoplamentos. O componente precisa transmitir o torque previsto para a aplicação e lidar com os esforços mecânicos sem sobrecarregar motores, redutores, mancais e rolamentos.

Durante a safra, por exemplo, muitos equipamentos trabalham continuamente por várias horas, frequentemente próximos de sua capacidade máxima. Nessa condição, pequenas falhas podem evoluir rapidamente para paradas não programadas, aumentando custos de manutenção e reduzindo a produtividade.

Diversos equipamentos também realizam partidas sob carga. Em transportadores carregados, elevadores de canecas, moinhos e sistemas de fertilizantes, o torque exigido no momento da partida pode ser superior ao torque nominal de operação.

Na entressafra, o cenário muda completamente. Os equipamentos permanecem desligados durante semanas ou meses, acumulando resíduos, sofrendo efeitos da umidade e exigindo inspeções antes de voltar à operação. Esse retorno costuma gerar um esforço adicional no sistema de transmissão, especialmente quando há aumento da resistência mecânica durante a partida.

 

Variáveis ambientais e critérios para o dimensionamento correto

As condições ambientais do setor também interferem na seleção do acoplamento. Poeira abrasiva, resíduos vegetais, fertilizantes, umidade, variações de temperatura e agentes corrosivos aceleram o desgaste dos componentes e exigem soluções compatíveis com esse ambiente.

Também devem ser considerados aspectos como:

  • oscilações frequentes de torque;
  • vibrações provenientes do processo;
  • desalinhamentos entre motor e equipamento acionado;
  • necessidade de manutenção rápida durante a safra;
  • disponibilidade de peças de reposição.

Potência do motor e diâmetro dos eixos, isoladamente, não são suficientes para selecionar o acoplamento. O dimensionamento precisa considerar diversos parâmetros da aplicação, entre eles:

  • torque nominal;
  • torque de partida;
  • fator de serviço;
  • rotação;
  • tipo de carga;
  • frequência de partidas;
  • desalinhamento permitido;
  • ambiente de instalação;
  • estratégia de manutenção da planta.

Essa avaliação permite escolher uma solução que realmente acompanhe as exigências operacionais do equipamento ao longo de todo o ciclo agrícola, reduzindo riscos de falhas e aumentando a disponibilidade da operação.

Saiba mais em: Acoplamentos Antares que garantem eficiência no agronegócio. 

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO DEVEM SER ESCOLHIDOS CONFORME O EQUIPAMENTO

O regime operacional é um dos critérios de seleção, mas cada equipamento impõe esforços específicos ao sistema de acionamento e exige características próprias do acoplamento.

Não existe um único acoplamento adequado a todas as aplicações do agronegócio. O componente ideal para uma colhedora pode não ser a melhor alternativa para um secador, assim como as necessidades de um moinho são bastante diferentes das encontradas em um transportador de grãos.

 

Vagões de trem posicionados para carregamento de grãos sob uma estrutura de silos metálicos, cujo sistema de movimentação de carga exige acoplamentos para equipamentos de transbordo de alta resistência. Um exemplo da aplicação de acoplamentos para agronegócio.

 

Acoplamentos para colhedoras e transbordos

Colhedoras e transbordos estão entre os equipamentos mais exigidos durante a safra. Ao longo da operação, enfrentam mudanças constantes nas condições do terreno, impactos provocados pelo material processado, vibrações e variações bruscas de carga.

Esses esforços chegam ao sistema de acionamento durante grande parte da jornada de trabalho, o que exige acoplamentos capazes de absorver choques e proteger os demais componentes da transmissão.

A seleção também deve considerar:

  • compensação de desalinhamentos;
  • facilidade de inspeção;
  • manutenção simplificada;
  • resistência à poeira e ambientes agressivos;
  • elevada confiabilidade operacional.

Durante a safra, o custo de uma parada inesperada normalmente supera, com grande margem, a diferença de investimento entre um componente adequado e outro subdimensionado. Por isso, a análise deve considerar o impacto operacional de uma eventual falha e não apenas o preço inicial do acoplamento.

 

Elevador de canecas vertical metálico em uma fazenda, posicionado entre silos de armazenamento com nuvens ao fundo. A imagem destaca a parte superior do equipamento, onde o motor e o acoplamento para elevador de canecas garantem a movimentação contínua da carga. Um exemplo da aplicação de acoplamentos para agronegócio.

 

Acoplamentos para transportadores, elevadores e sistemas de movimentação

Transportadores, elevadores de canecas e outros sistemas responsáveis pela movimentação de grãos costumam operar continuamente em silos, armazéns e unidades de beneficiamento.

Nessas aplicações, é comum haver partidas com o equipamento carregado, além de situações em que o sistema sofre travamentos ou trabalha com cargas variáveis ao longo da operação.

A própria estrutura do equipamento e as movimentações durante a operação podem provocar desalinhamentos. Quando não considerado no dimensionamento, esse fator pode acelerar o desgaste de rolamentos, eixos e redutores.

Os acoplamentos para silos agrícolas devem transmitir torque com estabilidade, limitar folgas excessivas e contribuir para proteger os componentes acionados contra esforços indevidos.

O projeto do acoplamento também deve facilitar intervenções de manutenção e reduzir o tempo de indisponibilidade do sistema.

 

Linha de unidades de processamento com eclusas cônicas brancas e motores elétricos azuis em uma instalação de moagem. A operação contínua e eficiente dessas unidades depende de acoplamentos para moinhos de alta qualidade. Um exemplo da aplicação de acoplamentos para agronegócio.

 

Acoplamentos para moinhos e trituradores

Entre as aplicações mais severas do agronegócio estão os moinhos e trituradores. Esses equipamentos trabalham continuamente sob cargas elevadas e estão sujeitos a impactos frequentes, variações bruscas de torque e choques mecânicos.

Nessas condições, a seleção do acoplamento deve considerar:

  • torque de pico;
  • rigidez torcional compatível com a aplicação;
  • capacidade de absorção de impactos;
  • proteção de motores e redutores;
  • facilidade de substituição;
  • frequência prevista de manutenção.

Os acoplamentos usados em moinhos e trituradores ajudam a reduzir a transmissão desses impactos para outros componentes do sistema. Quando corretamente dimensionados, preservam rolamentos, mancais, redutores e motores e reduzem intervenções corretivas ao longo da operação.

 

acoplamento flexível instalado em um exaustor de um ventilador, demonstrando a aplicação de acoplamentos para agronegócio.

 

Acoplamentos para secadores e ventiladores

Secadores, ventiladores e exaustores normalmente trabalham durante longos períodos em alta rotação, exigindo estabilidade dinâmica e alinhamento adequado entre os eixos.

Mesmo pequenos desalinhamentos podem provocar aumento das vibrações, aquecimento excessivo e aceleração do desgaste dos rolamentos.

O acoplamento deve compensar os desalinhamentos previstos para a aplicação dentro dos limites especificados pelo fabricante, mantendo a estabilidade do conjunto.

Uma seleção incorreta aumenta o risco de falhas prematuras em mancais, eixos e rolamentos, além dos custos de manutenção e do tempo de indisponibilidade.

 

Acoplamentos para agronegócio aplicados em equipamentos para fertilizantes.

 

Acoplamentos para sistemas de fertilizantes

As unidades de produção, mistura, transporte e dosagem de fertilizantes apresentam algumas das condições mais críticas encontradas no agronegócio.

Além das cargas elevadas e da operação contínua, esses sistemas trabalham em ambientes com poeira, partículas abrasivas e agentes potencialmente corrosivos, exigindo componentes com elevada confiabilidade.

Nessas aplicações, qualquer parada inesperada pode comprometer diretamente a capacidade produtiva da planta, tornando indispensável a adoção de soluções que favoreçam a manutenção planejada e reduzam o risco de falhas.

A Antares já aplicou esse tipo de análise em uma empresa do setor de fertilizantes, considerando as condições reais de operação e os requisitos da transmissão. O case completo é apresentado mais adiante neste artigo.

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO: QUAIS TIPOS SÃO MAIS UTILIZADOS?

As condições de operação encontradas no agronegócio demonstram que não existe um único tipo de acoplamento capaz de atender todas as aplicações. A escolha depende da combinação entre torque, desalinhamento, vibração, frequência de manutenção, ambiente de instalação e características do equipamento.

Mais do que conhecer os diferentes modelos de acoplamentos, é necessário entender a função técnica de cada solução e em quais aplicações ela apresenta melhor desempenho.

 

Acoplamentos flexíveis

Os acoplamentos flexíveis estão entre as soluções mais utilizadas em aplicações industriais ligadas ao agronegócio. Sua principal característica é permitir a transmissão de torque enquanto compensam determinados níveis de desalinhamento entre os eixos e absorvem parte das vibrações e choques gerados durante a operação.

Dependendo da configuração, podem compensar desalinhamentos angulares, paralelos e axiais, reduzindo os esforços transmitidos para motores, redutores e rolamentos.

Algumas configurações também simplificam a manutenção, pois permitem substituir o elemento elástico sem desmontagens complexas, reduzindo o tempo de parada do equipamento.

Dentro dessa categoria, a linha AT Flexível reúne diferentes versões desenvolvidas para atender variadas faixas de torque, ambientes de instalação e regimes de operação, permitindo adequar a solução às características específicas de cada aplicação.

 

AT 70 na entrada e AT 300 na saída do redutor em moenda de cana de açúcar, ilustrando a diferença de tamanho entre os acoplamentos para alta e baixa rotação

 

Acoplamentos AT Flexível e suas variações

Dentro da família AT Flexível, existem diferentes configurações desenvolvidas para atender necessidades específicas de montagem, manutenção, espaço disponível e regime operacional.

Essa variedade permite selecionar versões mais adequadas para aplicações em colhedoras, transportadores, moinhos, secadores e sistemas de fertilizantes, mantendo elevada intercambialidade entre diversos componentes.

A escolha da versão ideal deve considerar fatores como torque real da aplicação, frequência de partidas, facilidade de acesso para manutenção, ambiente operacional e condições de instalação.

Assim, em vez de selecionar o acoplamento apenas com base na potência do motor, torna-se possível adaptar a solução às exigências específicas de cada equipamento, aumentando a confiabilidade da transmissão e reduzindo o risco de paradas inesperadas.

 

Acoplamento elástico em aplicação industrial, evidenciando a resistência mecânica dos produtos de um fabricante de acoplamentos confiável.

 

Acoplamentos elásticos

Os acoplamentos elásticos são indicados para sistemas sujeitos à vibração, desalinhamentos moderados e choques mecânicos.

Seu elemento elástico atua como um amortecedor entre os componentes da transmissão, reduzindo parte dos esforços dinâmicos gerados durante a operação.

Entre seus benefícios estão:

  • absorção de vibrações;
  • redução de impactos;
  • manutenção relativamente simples;
  • compensação de pequenos desalinhamentos.

Entretanto, sua seleção deve considerar fatores como torque transmitido, temperatura de trabalho, ambiente de instalação e frequência operacional. Um elemento inadequado pode apresentar desgaste acelerado e reduzir a vida útil do conjunto.

 

Acoplamentos de engrenagem

Os acoplamentos de engrenagem costumam ser empregados em aplicações que exigem elevada capacidade de transmissão de torque e robustez mecânica.

São frequentemente utilizados em operações severas, nas quais a resistência estrutural é um requisito importante.

Dependendo do modelo, podem compensar determinados níveis de desalinhamento, embora alguns exijam lubrificação periódica e manutenção mais criteriosa para preservar seu desempenho ao longo do tempo.

Sua utilização deve considerar as características da instalação e não apenas a necessidade de transmitir altos torques.

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO: COMO DIMENSIONAR CORRETAMENTE?

Escolher o tipo de acoplamento é apenas uma etapa do processo. Para que o componente entregue o desempenho esperado e contribua para a confiabilidade da operação, ele também precisa ser dimensionado conforme as características reais da aplicação.

No agronegócio, partidas sob carga, oscilações de torque e longos períodos de inatividade tornam o dimensionamento especialmente relevante. Um dimensionamento inadequado pode provocar desgaste prematuro, aumento das vibrações, sobrecarga de motores e redutores e falhas que comprometem toda a linha de produção.

A seleção deve partir dos dados reais da aplicação.

 

1. Levantar os dados do equipamento

O primeiro passo consiste em reunir todas as informações técnicas da aplicação. Quanto mais completos forem os dados, maior será a precisão na escolha do acoplamento.

Entre os principais parâmetros estão:

  • potência do motor;
  • rotação;
  • torque nominal;
  • torque de partida;
  • diâmetro dos eixos;
  • tipo de carga (constante, variável ou com choques);
  • frequência de partidas;
  • horas diárias de operação;
  • condições ambientais;
  • grau de desalinhamento esperado;
  • espaço disponível para instalação.

Essas informações normalmente podem ser obtidas na placa do motor, nos manuais dos equipamentos, nos projetos mecânicos e no histórico de manutenção da planta. Quando possível, também vale considerar registros de falhas anteriores, pois eles ajudam a identificar esforços que nem sempre aparecem na documentação técnica.

 

2. Definir o fator de serviço

Depois de levantar os dados da aplicação, é necessário determinar o fator de serviço.

Esse parâmetro ajusta o dimensionamento do acoplamento para que ele suporte as condições reais de trabalho, considerando fatores que vão além da potência instalada.

Entre eles, destacam-se:

  • tipo de máquina acionada;
  • número de horas de operação por dia;
  • frequência de partidas;
  • presença de choques mecânicos;
  • variações de carga;
  • severidade do ambiente.

Na prática, dois motores com a mesma potência podem exigir acoplamentos diferentes caso operem em condições distintas.

O fator de serviço representa os esforços adicionais aos quais o sistema será submetido durante a operação. Seu valor deve seguir as recomendações do fabricante e considerar as condições reais da aplicação, não apenas a potência instalada.

 

3. Avaliar o desalinhamento entre os eixos

Nenhum sistema mecânico permanece perfeitamente alinhado durante toda a sua vida útil.

Dilatações térmicas, movimentações estruturais, assentamento de bases e pequenas variações de montagem podem gerar desalinhamentos entre os eixos.

Esses desalinhamentos podem ser classificados como:

  • Angular, quando os eixos formam um pequeno ângulo entre si.
  • Paralelo, quando permanecem paralelos, mas deslocados lateralmente.
  • Axial, quando ocorre movimentação ao longo do próprio eixo.

Os acoplamentos conseguem compensar determinados níveis desses desalinhamentos, desde que estejam dentro dos limites especificados para cada modelo.

O acoplamento não substitui o alinhamento correto dos eixos. Utilizá-lo para compensar desalinhamentos excessivos aumenta o desgaste dos elementos de transmissão e reduz sua vida útil.

 

4. Considerar a partida após longos períodos de parada

Longos períodos de parada são comuns em diversas operações do agronegócio.

Após a entressafra, diversos equipamentos retornam à operação depois de semanas ou meses sem funcionamento. Durante esse período, podem ocorrer:

  • acúmulo de resíduos;
  • corrosão superficial;
  • endurecimento de lubrificantes;
  • aumento da resistência mecânica;
  • travamentos localizados.

Nessas condições, o torque de partida pode superar significativamente o torque exigido durante a operação normal.

Por isso, antes do início da safra, é recomendável realizar uma inspeção preventiva completa, verificando as condições do conjunto e considerando o torque de partida no dimensionamento do acoplamento.

 

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO PODEM REDUZIR PARADAS E CUSTOS DE MANUTENÇÃO

A especificação do acoplamento influencia diretamente a confiabilidade da transmissão mecânica.

Quando corretamente especificado, ele ajuda a controlar esforços que poderiam ser transmitidos diretamente para motores, redutores, rolamentos e mancais, reduzindo a incidência de falhas e aumentando a previsibilidade das intervenções de manutenção.

Entre os principais benefícios estão:

  • redução das vibrações;
  • menor transmissão de choques mecânicos;
  • proteção dos rolamentos;
  • redução do desgaste dos eixos;
  • menor sobrecarga dos redutores;
  • substituição mais rápida de componentes sujeitos ao desgaste;
  • redução das paradas não programadas.

O acoplamento não elimina todas as possibilidades de falha mecânica, mas o dimensionamento correto ajuda a preservar componentes de maior custo e reduzir o custo total de propriedade do sistema.

 

Critério Impacto técnico Impacto operacional Risco de escolha inadequada
Torque Transmissão segura da potência Maior disponibilidade Sobrecarga e quebra do acoplamento
Desalinhamento Redução dos esforços mecânicos Menor desgaste dos equipamentos Danos em rolamentos e mancais
Vibração Maior estabilidade do sistema Menos intervenções corretivas Falhas prematuras
Ambiente Maior resistência ao desgaste Vida útil mais longa Corrosão e degradação acelerada
Manutenção Trocas simplificadas Menor tempo de parada Custos elevados de intervenção
Disponibilidade de reposição Agilidade nas substituições Continuidade operacional Longos períodos de indisponibilidade

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO EM UM CASE DE AUMENTO DE 100% NA PRODUÇÃO

A aplicação em campo permite observar como esses critérios técnicos afetam a produtividade e a confiabilidade dos equipamentos.

Um exemplo disso é o case desenvolvido pela Antares em uma empresa do segmento de fertilizantes, no qual a seleção adequada dos acoplamentos contribuiu para um aumento de 100% na produção.

 

Contexto operacional da empresa de fertilizantes

A operação envolvia equipamentos submetidos a cargas elevadas, funcionamento contínuo e ambiente com grande concentração de partículas abrasivas.

O sistema apresentava limitações que comprometiam a disponibilidade da linha, aumentando a frequência de intervenções e reduzindo a capacidade produtiva da planta.

As paradas reduziam o volume produzido e dificultavam o atendimento da demanda.

A empresa precisava aumentar a confiabilidade da operação sem realizar alterações significativas na configuração existente.

 

Solução aplicada com acoplamentos Antares

A definição do acoplamento foi baseada nas características reais da aplicação, considerando fatores como torque, regime de operação, condições ambientais e requisitos de manutenção.

O suporte técnico da Antares também analisou a aplicação para adequar a solução ao sistema existente.

Essa abordagem permitiu reduzir esforços indevidos sobre os componentes da transmissão e aumentar a confiabilidade operacional da instalação.

 

Resultado de aumento de 100% na produção

Após a implementação, a empresa registrou aumento de 100% na produção, conforme o case documentado pela Antares.

O resultado reforça como a especificação da transmissão a partir das condições reais da operação pode contribuir diretamente para o desempenho da planta.

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO: COMO EVITAR ERROS DE SELEÇÃO?

Grande parte das falhas atribuídas aos acoplamentos tem origem antes mesmo da instalação. Em muitos casos, o problema está na coleta incompleta de dados, no dimensionamento incorreto ou na desconsideração das condições reais de operação.

Um dos erros mais frequentes é escolher o componente apenas pelo diâmetro do eixo. Embora essa informação seja importante, ela não considera fatores como torque, frequência de partidas, vibrações e choques mecânicos, que têm influência direta sobre a vida útil do conjunto.

Ignorar o torque de partida é outro erro frequente. Em aplicações que iniciam o funcionamento já carregadas, esse esforço pode ser significativamente superior ao torque nominal, exigindo um dimensionamento específico.

Também é inadequado utilizar o acoplamento para compensar desalinhamentos excessivos. Apesar de muitos modelos permitirem certa flexibilidade, eles não substituem um alinhamento correto da instalação.

As condições ambientais também precisam fazer parte da análise. Poeira, umidade, fertilizantes e agentes corrosivos aceleram o desgaste quando o componente não é compatível com o ambiente.

O preço de compra também não deve ser o único critério de decisão. Em equipamentos críticos, o custo de uma parada inesperada costuma ser muito superior à diferença de investimento entre soluções.

A disponibilidade de peças de reposição deve ser verificada antes da compra. Inspeções antes do início da safra também reduzem o risco de falhas no período de maior demanda.

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO: BOAS PRÁTICAS DE INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO

A confiabilidade da transmissão depende tanto da escolha correta do acoplamento quanto da adoção de um plano de manutenção compatível com o calendário operacional do agronegócio.

 

Inspeção antes da safra

Antes do retorno das operações, recomenda-se verificar:

  • elementos elásticos;
  • folgas;
  • lubrificação (quando aplicável);
  • fixações;
  • trincas;
  • corrosão;
  • desgaste;
  • alinhamento;
  • proteções mecânicas;
  • disponibilidade de peças de reposição.

Essa inspeção ajuda a reduzir o risco de falhas durante o período de maior utilização dos equipamentos.

 

Acompanhamento durante a operação

Ao longo da safra, o monitoramento periódico permite identificar alterações antes que elas evoluam para falhas mais graves.

Os principais indicadores incluem:

  • vibração;
  • ruídos anormais;
  • temperatura;
  • vazamentos de lubrificante;
  • desgaste irregular;
  • mudanças no desempenho do equipamento;
  • aumento da resistência durante as partidas.

A análise desses sinais permite programar intervenções, investigar a origem do problema e evitar danos a outros componentes da transmissão. Com o acompanhamento periódico, a equipe pode programar intervenções, investigar a origem do problema e evitar danos a outros componentes da transmissão.

 

Revisão durante a entressafra

A entressafra representa o momento ideal para executar intervenções planejadas sem comprometer a produção.

Entre as atividades recomendadas estão:

  • desmontagem programada;
  • limpeza completa;
  • inspeção dimensional;
  • substituição preventiva de componentes;
  • correção de alinhamento;
  • revisão de bases e mancais;
  • planejamento do estoque de reposição;
  • análise das falhas ocorridas durante a safra.

A revisão na entressafra permite corrigir desgastes antes que o equipamento volte a operar sob carga. Isso reduz o risco de falhas na safra seguinte e torna a manutenção mais previsível.

 

ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO: CHECKLIST PARA ESCOLHER O MODELO ADEQUADO

Antes de solicitar uma recomendação técnica ou iniciar o processo de compra, confirme se as seguintes informações já foram levantadas:

  1. Qual equipamento será acionado?
  2. Qual é a potência do motor?
  3. Qual é a rotação de trabalho?
  4. Qual é o torque nominal?
  5. Existe partida sob carga?
  6. Há choques ou variações de torque?
  7. Quantas horas por dia o equipamento opera?
  8. O equipamento permanece parado durante a entressafra?
  9. Qual é o desalinhamento esperado?
  10. Há poeira, umidade ou agentes corrosivos?
  11. Existe limitação de espaço para instalação?
  12. A aplicação exige lubrificação?
  13. Qual é a frequência prevista de manutenção?
  14. Qual é o custo de uma parada não programada?
  15. Há necessidade de reposição rápida?

Com essas informações em mãos, a seleção do acoplamento torna-se muito mais precisa e alinhada às necessidades da aplicação.

 

COMO ESCOLHER ACOPLAMENTOS PARA AGRONEGÓCIO COM MAIS SEGURANÇA E CONFIABILIDADE 

Os acoplamentos para agronegócio devem ser selecionados considerando muito mais do que potência ou dimensões dos eixos. Colhedoras, transbordos, transportadores, silos, moinhos, secadores e sistemas de fertilizantes apresentam regimes operacionais distintos e, por isso, exigem critérios específicos de dimensionamento.

A alternância entre safra e entressafra também exige atenção às partidas sob carga após períodos de inatividade. Torque, desalinhamento, ambiente de instalação e rotina de manutenção devem fazer parte do dimensionamento para reduzir falhas e paradas não programadas.

O modelo adequado depende do equipamento, do regime de operação e das condições reais da aplicação. O case da Antares no setor de fertilizantes reforça essa relação: uma especificação baseada nas exigências da operação contribuiu para um aumento de 100% na produção.

Antes de definir o modelo ideal, reúna todas as informações da aplicação, utilize ferramentas de dimensionamento e consulte materiais técnicos que auxiliem na tomada de decisão.

Acesse o fluxograma de soluções para o agronegócio da Antares e identifique quais acoplamentos podem atender às características do seu equipamento, ao regime de operação e às condições específicas da sua aplicação. 

O material foi desenvolvido para apoiar coordenadores de manutenção e equipes técnicas na seleção mais adequada para cada cenário.

 

Sobre o autor:
Fillipe Rocha
Fillipe Rocha é Analista de Marketing com mais de 11 anos de experiência em marketing B2B, inbound e conteúdo. É formado em Design Gráfico, especialista em Indústria 4.0 e já colaborou com Neil Patel, Texaco e outros.